Opinião
ENTRE A CRUZ E A ESPADA: quem poderá salvar o governo Bruno 2?
Na semana passada estava em uma cafeteria nas proximidades do Açude Velho, cartão postal de Campina Grande, quando quatro pessoas entraram no estabelecimento, aparentemente dois casais.
O funcionário foi fazer o atendimento e trouxe eles para a mesa ao lado. Pela proximidade dava para ouvi-los, e logo notei que o assunto daquela tarde fria era a política local. Enquanto tomava o meu cappuccino, ouvia um dos homens falar da arrogância de alguns auxiliares próximos ao chefe do poder executivo municipal e a desorganização da atual gestão.
O escritor Maquiavel disse que “o primeiro método para estimar a inteligência de um governante é olhar para os homens que tem à sua volta”. Ele também escreveu que “para bem conhecer o caráter do povo, é preciso ser príncipe, e para bem conhecer o do príncipe, é preciso pertencer ao povo”.
Isso me fez pensar na coroa da Rainha da Borborema que vem há anos circulando nas cabeças das mesmas famílias. E agora está na do prefeito Bruno Cunha Lima, que tem um sobrenome tradicional na política paraibana e nacional.
As pessoas da mesa ao lado me pareciam estudantes de algum curso de humanas, que questionavam em um tom de voz alto. Uma das mulheres com a xícara na mão falava “os problemas de Campina Grande são os mesmos de sempre, não mudou em nada. Infraestrutura, Saúde, Cultura […]”.
Após um gole do café, o segundo homem falou “mas temos que parabenizar o secretário de Educação, ele eu vejo trabalhando, e para tirar a prova é só ir em uma escola da rede municipal”.
Ao me levantar, pensei como esse principado tá passando por um grande dilema, e a falta de contato verdadeiro com a população é uma coisa notória. Saindo da cafeteria ouvi uma voz masculina dizer “e agora, quem vai salvar o prefeito?” Rapidamente responderam que “ele está entre a cruz e a espada”.
Foto: reprodução Instagram
